quinta-feira, 24 de Julho de 2014

Desejos desejados

Dylan Bob Tocar violão para alguém

Bob Dylan tocando violão para alguém, quem sabe o Bolero de Ravel.

DESEJOS

Desejo a vocês...
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Ver a Banda passar
Noite de lua cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho.
Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender um nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel
E muito carinho meu.

Carlos Drummond de Andrade

terça-feira, 8 de Julho de 2014

Divulgação da Pinheiro e Rosa

Escola Secundária de Pinheiro e Rosa

No blogue Dúvida Metódica foram recentemente publicados vários posts de divulgação da Escola Secundária de Pinheiro e Rosa, tentando mostrar que esta é a melhor escolha para um aluno que se prepara para ingressar no 10º ano. Eis os links e um vídeo (da autoria do professor Paulo Sopa) de divulgação das boas práticas pedagógicas existentes na escola.

Neles encontrará argumentos com ideias claras e consequentes. A imagem aqui apresentada é uma brincadeira: na Pinheiro e Rosa não há super-homens mas sim professores e funcionários dedicados e competentes que põem o interesse dos alunos em primeiro lugar (por escolha pessoal, mas também porque a escola está organizada dessa maneira).  Para uma escola, essa não será uma recomendação melhor do que portas e janelas novas? Até porque as nossas não são tão velhas como isso e funcionam perfeitamente…

A resposta, e a decisão, cabe aos alunos e aos seus encarregados de educação.

Razões para escolher a Pinheiro e Rosa

Porquê estudar Humanidades na Pinheiro e Rosa?

Números sobre o ensino da Filosofia na Pinheiro e Rosa

Na ESPR também se aprende fora das aulas

As profecias que se autorrealizam e a diminuição do número de alunos na ESPR

O exame nacional de Filosofia e o número de visitantes deste blogue

Escola Secundária Pinheiro e Rosa: divulgação de práticas pedagógicas

domingo, 6 de Julho de 2014

Lucidez e coragem da menina do mar

Sophia de Mello Breyner Andresen e  Francisco Sousa Tavares

Entrevista de Sophia de Mello Breyner Andresen e de Francisco Sousa Tavares a uma televisão francesa em 1968. Falaram com lucidez e coragem sobre a falta de liberdade e sobre as condições de vida em Portugal.

Também são entrevistados estudantes universitários que, compreensivelmente, não mostram a cara. Um dos motivos de interesse desta reportagem televisiva é a possibilidade de compararmos as análises desses estudantes e as análises da poetisa e do seu marido.

quarta-feira, 2 de Julho de 2014

Opção consciente

criança levantado saco pesado Child-Labour SOCIOLOGIA Sociologia Jovem mãe Estudando

No final do ano letivo realizou-se na Escola Secundária Pinheiro e Rosa uma exposição intitulado OPÇÕES CONSCIENTES sobre as disciplinas de opção do 12º ano, com o objetivo de informar os alunos e contribuir para uma escolha consciente, tendo em conta os seus interesses e as necessidades do seu percurso formativo futuro.

Eis o cartaz de Sociologia.

Cartaz de Sociologia.pdf by Dúvida Metódica

terça-feira, 1 de Julho de 2014

Afinal, o que é uma família?

Família

A família é um conceito bastante importante na sociologia.

Dado que os sociólogos estudam o grupo, a tendência, e não propriamente o individuo, o núcleo familiar é bastante revelador e os movimentos e interações que ocorrem entre os seus membros têm muito interesse sociológico.

Por exemplo: quando há várias gerações dentro de uma família, muitas vezes ocorrem profundos contrastes geracionais e até conflitos entre os membros desta.

A família não é um conceito fácil, pois há imensos tipos de famílias e várias definições do próprio conceito. Afinal, o que é uma família?

Trabalho facultativo realizado pelos alunos Fábio Gonçalves e Rafael Fonseca , do 12º C, a quem agradeço. O trabalho fez parte da exposição “Imagens sociológicas” na Escola Secundária de Pinheiro e Rosa, por ocasião do Dia do Pinhas (destinado à divulgação da escola junto dos alunos do 8º e do 9º ano).

O Pequeno Príncipe

o pequeno príncipe

Durante muito tempo a criança foi vista como a miniatura de um adulto, mas, com a evolução do estudo do comportamento e a valorização social da infância, a família sofreu grandes transformações e atualmente a criança ocupa o papel central da dinâmica familiar.

As tendências sociais do século XXI refletem-se cada vez mais, e a um ritmo exponencial, no comportamento das crianças. A grande evolução da tecnologia mudou por completo a vida das crianças que agora escolhem passar mais tempo dentro de casa, em vez de explorarem e brincarem em ambientes naturais.

Estima-se que "a criança norte-americana gasta em média 44 horas por semana com médias eletrónicas" e ainda que em alguns países "54% das crianças de 6 a 9 anos já estão no Facebook". E estas são apenas algumas das estatísticas associadas a esta tendência moderna.

Os meios eletrónicos criaram um novo estilo de vida e provocaram (ou pelo menos contribuíram) muitos efeitos negativos no crescimento das crianças, como o crescente isolamento social. As crianças que têm cada vez menos contacto com a natureza parecem mais propensas a comportamentos de depressão, ansiedade, problemas de falta de atenção e sedentarismo.

De facto, parece reconhecer-se como instintivo o gosto pela natureza no Homem, mas estaremos a perdê-lo? Será cada vez mais difícil que as futuras gerações sejam fotografadas com esta naturalidade, que pertence tanto à sua idade como ao meio?

“Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não, do tamanho da minha altura...
Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,
Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver.”

Alberto Caeiro, (heterónimo de Fernando Pessoa) em "O Guardador de Rebanhos".

Trabalho facultativo realizado pela aluna Rita Cuña, do 12º C, a quem agradeço. O trabalho fez parte da exposição “Imagens sociológicas” na Escola Secundária de Pinheiro e Rosa, por ocasião do Dia do Pinhas (destinado à divulgação da escola junto dos alunos do 8º e do 9º ano).

A família será um mar de rosas?

Trabalho facultativo realizado pelo aluno Miguel Gonçalves, do 12º C, a quem agradeço. O trabalho fez parte da exposição “Imagens sociológicas” na Escola Secundária de Pinheiro e Rosa, por ocasião do Dia do Pinhas (destinado à divulgação da escola junto dos alunos do 8º e do 9º ano).

A família será um mar de rosas 1

A família será um mar de rosas 2

A família será um mar de rosas 3

domingo, 22 de Junho de 2014

Sociologia com futuro

Liliana Paulino Sociologia

A Liliana Paulino está a estudar Sociologia na UALG e andou na Pinheiro e Rosa. Foi minha aluna em Sociologia no ano letivo de 2012/2013. Convidei-a para dar uma aula de Sociologia no próximo ano e ela aceitou. Prevejo uma aula interessante, uma vez que a Liliana é, além de boa aluna, uma socióloga com futuro.

quinta-feira, 5 de Junho de 2014

3 anos com a turma DDC

11 D

Os alunos do 12º C, que já foram o 10º D e o 11º D, concluem este ano a sua passagem pela Escola Secundária de Pinheiro e Rosa. Entre as muitas coisas boas que fizeram encontram-se as suas participações nas Pinheiríadas (ganharam no 10º, ficaram em segundo no 11º e em terceiro no 12º). Também merecem destaque estes três vídeos (o segundo foi feito precisamente para as Pinheiríadas). Os vídeos foram realizados pelo Fábio Gonçalves e pelo Rafael Fonseca (nos dois primeiros com a colaboração de outros alunos da turma).

Gostava por isso de os ter visto ontem na Gala do Agrupamento de Escolas de Pinheiro e Rosa e lamento que isso não tenha sido possível, pois eles mereciam lá estar.

Os resultados no exame nacional de Filosofia, no ano passado, não foram maus (mas podiam ter sido melhores, mas podiam ter sido melhores, mas podiam ter sido melhores!), pelo que também merecem uma referência. Tal como a participação no “Parlamento dos Jovens” e no Dia do Pinhas (para divulgar a escola).

E deixo para o final o mais importante: uma mão cheia de excelentes respostas em testes e muitas intervenções orais memoráveis.

Foram meus alunos em Filosofia e em Sociologia e, apesar de ainda não ter esquecido os muitos trabalhos de casa que ficaram por fazer, gostei de lhes dar aulas. Obrigado.

Votos de uma vida boa para todos!

Vídeo feito para a campanha eleitoral do “Parlamento dos Jovens” em 2014.

 

Vídeo vencedor da Prova de Participação e Cidadania das Pinheiríadas em 2013.

O que é a filosofia? – Trabalho facultativo de Filosofia, feito em 2012. 

segunda-feira, 2 de Junho de 2014

Longe de um paraíso que, afinal, não existia

Longe do Paraíso - Far From Heaven

Far From Heaven (Longe do Paraíso) de Todd Haynes, com Julianne Moore, Dennis Quaid e Dennis Haysbert. Perdi o DVD com este filme, mas, graças à Biblioteca da Escola Secundária de Pinheiro e Rosa, poderei mostrá-lo nas últimas aulas de Sociologia. E será um bom final, tanto em termos sociológicos como em termos cinematográficos.

domingo, 1 de Junho de 2014

Uma casa portuguesa com certeza

A lição de salazar deus pátria família

Num teste realizado em Fevereiro pedi para os alunos descreverem a situação social e familiar da mulher no período do Estado Novo. As duas melhores respostas foram escritas pela Ângela Neves e pela Ana Sofia Jesus, do 12ºC. Ei-las.

1933-1974: a este período damos o nome de “Estado Novo” ou “Salazarismo”. Vive-se por esta altura em Portugal o regime de “Deus, Pátria, Família”. Assim, o retrato que vou descrever de seguida é “uma casa portuguesa com certeza.”
O casal está prometido um ao outro, namoram, ela dentro de casa e ele do outro lado, à janela do rés-do-chão. Assim a menina está longe da cobiça do namorado, e guarda-se a sua virgindade e pureza. Quando aparece a menstruação ninguém explica à rapariga o que é a menstruação, diz-se-lhe apenas que meta “os panos” e para agora ter cuidado com as brincadeiras com os meninos.
Com o rapaz a história é ligeiramente diferente. O homem tem de ser experiente e saber como “aquilo” (ato sexual) se faz; assim sendo, o seu pai leva-o a um bordel, que é legal e socialmente aceite. O rapaz irá então aprender a ser “homem” e como “aquilo” se faz para que mais tarde possa ensinar à sua esposa.
É chegado o dia. O casamento! A noiva e os pais desta choram. Amedrontada não sabe bem para aquilo que vai, não sabe como será o marido, se bom se mau, e já ouviu tantas histórias…. Entretanto chega a noite de núpcias e ela está muito nervosa, nunca fez “aquilo”, nunca viu uma “pilinha” e muito menos sabe como se comportar perante esta situação. Bom, de qualquer das maneiras foi-lhe dito que o marido a ensinaria, e assim sendo, este ordena-lhe que se dispa e se meta dentro dos lençóis enquanto ele se despe no quarto ao lado. Ver o corpo um do outro é algo impensável, e quase demoníaco. O que está prestes a acontecer é um ato que, conforme a igreja e o estado ensinam, deve ser o mais puro possível, destinado apenas à procriação e a mulher não deverá ter qualquer prazer, ou pelo menos não se sabe nem se pergunta se teve ou não, pois não é relevante.
Já despida ela diz-lhe que pode entrar, ele entra e pronto “serve-se dela” (foi assim que muitas mulheres mais tarde relataram o ato sexual entre elas e seus maridos). No dia seguinte ele mostra os lençóis manchados de sangue à sua família para mostrar que o casamento está dentro das normas, que a rapariga era virgem e, claro, a sua virilidade como homem.
Nos anos que se seguem o casal fará vida de “marido e mulher”, ele sairá de casa e ela ficará em casa a tratar das lidas da casa e mais tarde dos filhos. A mulher do Estado Novo não deve trabalhar fora de casa, isto se quer ser boa mãe e esposa. Trabalhar fora de casa é arruinar a família e consequentemente a nação!
O marido tem total controlo e dominação sobre a mulher, sobre as propriedades que esta possa ter, etc. Se por algum equívoco a mulher trabalhar fora do lar, o seu marido pode dirigir-se ao seu local de trabalho e dizer que não autoriza a sua mulher a trabalhar e ela terá de ser despedida, independentemente de ser ou não uma excelente profissional. Se esta decidir que já não aguenta esta vida e sair de casa, ele também pode recorrer às autoridades e ordenar que a encontrem e “depositem” em sua casa.
Não é bonito numa senhora mostrar a sua sensualidade de maillot, pelo contrário, a beleza é pudibunda e deve ser escondida. Da mesma forma a mulher não deve frequentar cafés nem falar de “assuntos de homem”: não lhe fica bem! Depois do jantar o marido sai e ela pede-lhe “por-favor não venhas tarde”, no entanto ela sabe exatamente para onde ele se dirige, e é por isso que existem dois tipos de mulheres: “as mães dos filhos e as outras”.
No entanto, não há nada que se possa fazer mesmo que o retrato seja ainda pior que este e exista violência doméstica, porque “entre marido e mulher não se mete a colher”.
E pronto, esta “é uma casa portuguesa com certeza”.

Ângela Neves.

No período do Estado Novo, a mulher assumia uma posição muito diferente à da atualidade, tanto na família como na sociedade em geral.

Na família, o homem era o chefe de família. A mulher era a mãe, a dona de casa, boa esposa, deveria ser boa cristã e submissa ao marido. A mulher estava encarregue da educação dos filhos, devendo educá-los com base em valores de obediência, autoridade e usando, sempre que necessário, a violência como instrumento pedagógico. A mulher era impedida de trabalhar, de aceder a alguns cargos, de viajar, de celebrar contratos de trabalho, de casar, administrar bens e capital sem a autorização de um homem ou marido. Se a mulher fugisse, o homem tinha até o direito de solicitar à polícia que a “depositassem” em sua casa (como se se tratasse de um bem).

Os direitos masculinos sobrepunham-se a tudo, o homem era merecedor de um incondicional agradecimento, respeito e obediência pela parte da mulher e dos filhos. A mulher dependia inteiramente do homem, a nível económico e social. Muitas mulheres diziam que eram “governadas” pelo seu marido, que tinha rendimentos e que lutava pela vida no exterior, enquanto que elas serviam o lar e a família no interior.

Na verdade, a mulher era desigual ao homem desde nascença. Antes do casamento, a rapariga obedecia ao pai. O namoro entre os jovens casais ocorria de um modo platónico, falando-se através da janela ou na porta da casa. Após o pedido de casamento, os dois namorados já podiam conversar dentro de casa mas apenas na presença da mãe.

No casamento, o homem e a mulher já se comprometiam em desigualdade, a mulher tinha poucos ou nenhuns conhecimentos sobre a vida de casada e sobre a relação sexual. A mulher devia ir virgem para o casamento, enquanto que o homem podia ter tido relações extra-conjugais, recorrendo à prostituição, que era permitida como um ritual orientador para a heterossexualidade e para fins educativos, preparando o futuro marido para o ato genésico. Do homem, esperava-se, portanto, um papel ativo na relação sexual, este deveria ensinar a mulher. As mulheres era muitas vezes mal tratadas pelos homens, que eram agressivos e frívolos, o único prazer que importava era o do homem. Da mulher esperava-se apenas compreensão, abnegação e até indiferença. A mulher que tivesse prazer no ato sexual era vista como perversa, como um sinal de adultério; o prazer era pecado e o ato sexual deveria ter apenas a função reprodutora.

As mulheres durante toda a sua vida viviam em profundo desconhecimento em relação ao seu corpo e ao do sexo oposto. No período do Estado Novo, o sexo era associado à culpabilidade e à vergonha, a beleza de “maillot”, por exemplo, era reprimida, qualquer sinal de erotismo e sensualidade podiam despertar desejo e prazer. Os conselhos dados às mulheres no sentido do escondimento do corpo, para a subserviência ao marido, os mitos que lhes eram contados serviam valores como a heterossexualidade, a procriação, a monogamia, a pureza, - eram divulgados pelos media, nas organizações do regime, na escola e pela igreja que lhes eram inculcados desde a juventude.

Por fim, a mulher era oprimida em todos os domínios, confinando-se a um papel secundário tanto na família como na sociedade, vivendo num Portugal ainda longe da liberdade e ainda mais longe da igualdade.

Ana Sofia Jesus

Como foi a minha passagem pela Pinheiro e Rosa?

catarina pinho eurico graca jessica gomes

Na página do Agrupamento de Escolas Pinheiro e Rosa estão a ser publicados testemunhos de antigos alunos da Escola Secundária de Pinheiro e Rosa onde estes descrevem a sua experiência na escola. Já lá estão mais de uma dezena e em breve aparecerão mais.

Basta clicar aqui para aceder: Testemunhos sobre a ESPR.

O projeto incluirá num futuro próximo testemunhos de antigos alunos das outras escolas do Agrupamento, nomeadamente da Escola Neves Júnior e da Escola Emiliano da Costa.

terça-feira, 20 de Maio de 2014

Matriz do mini teste

desigualdade

Duração: 50 minutos.

Natureza das questões: escolha múltipla; identificação de itens verdadeiros e falsos; identificação e avaliação de exemplos.

Objetivos:

1. Distinguir mobilidade social vertical (ascendente e descendente) de mobilidade social estacionária.

2. Explicar o que é o estatuto social.

3. Explicar o que é o papel social.

4. Relacionar estatuto e papel social.

5. Distinguir estatuto adquirido e estatuto atribuído.

6. Distinguir multiplicidade de papéis e conjunto de papéis.

7. Explicar o que é um conflito de papéis.

8. Explicar os três tipos de conflito de papéis estudados.

9. Explicar o que é a estratificação social e indicar os principais sistemas de estratificação social.

10. Explicar o que é uma classe social.

11. Distinguir a estratificação através de classes da estratificação através de ordens ou estados e da estratificação através de castas.

12. Descrever o sistema de classes existente nas atuais sociedades ocidentais.

13. Explicar a distinção feita por Pierre Bourdieu entre os diferentes tipos de capital.

14. Explicar e relacionar os conceitos de grupo de referência e de socialização por antecipação. 

15. Mostrar como a classe social influencia o estilo de vida.

16. Explicar o que é a reprodução social.

17. Relacionar a estratificação através de classes sociais com a reprodução social.

A. Conhecer exemplos ilustrativos de todos os conceitos referidos.

B. Identificar os conceitos referidos em exemplos dados pelo professor.

Nota: Os objetivos estão formulados como se se destinassem a um teste com perguntas de desenvolvimento. Contudo, tratando-se de um mini teste constituído por questões de resposta rápida e em que o aluno não precisa de escrever explicações, o verbo usado nesses objetivos devia ser “compreender”. A justificação para ter usado os outros verbos é que quem realmente compreende sabe explicar, distinguir, relacionar, etc. Além disso, se o aluno se preparar para explicar e relacionar, chegará mais facilmente à compreensão. Estes objetivos farão parte da matriz do 5º teste.

Para estudar:

Estatuto e papel social

O mundo inteiro é um palco

Exemplos de multiplicidade e conjunto de papéis

Ficha de trabalho: estatuto e papel social

Estratificação social

O sistema de castas indiano

Castas: a desigualdade hereditária

Mudanças no sistema de castas indiano

As três ordens medievais: Nobreza, Clero e Povo

Os estados ou ordens

O sistema de classes nas sociedades actuais

Classe social e capital

Desigualdade

As classes sociais: exemplos

As classes sociais actuais

Inconsistência de status

Classes abertas?

Mobilidade e reprodução social

A reprodução social

Mobilidade e reprodução social

tal-pai-tal-filho reprodução social violino e arma

«Se cruzarmos as correspondências intergeracionais, seja na base dos níveis de instrução frequentados (por pais e filhos), seja quanto às posições socioprofissionais, é fácil detetarmos simultaneamente os efeitos da mobilidade e da reprodução social. (…)

Em Portugal, 42% da geração que frequentou o ensino médio ou superior no início da década de 1990 descendia de pais com habilitações ao nível do ensino básico. Nessa época, 23,4 % da categoria de empresários e dirigentes eram filhos de pais operários.

Em suma, a mobilidade é um facto, mas é em parte ilusória, devido ao termo de comparação ser muito baixo (…).

Por outro lado, pode também verificar-se através destes dados que quando olhamos as classes dos extremos, os índices de reprodução social são bem mais acentuados do que os de mobilidade: no caso dos empresários e dirigentes, 25 % eram filhos da mesma categoria (outros 25 % eram filhos de trabalhadores independentes e camponeses), enquanto 55% dos operários eram igualmente filhos de operários.»

Elísio Estanque, A Classe Média: Ascensão e Declínio, Fundação Francisco Manuel dos Santos, 2012, pp. 78-79.

Sobre o fenómeno da reprodução social ver:

A reprodução social

A reprodução social através do vestuário e dos brinquedos

A reprodução social do racismo

A fruta não cai longe da árvore – 1

A fruta não cai longe da árvore – 2

A fruta não cai longe da árvore – 3

Como é possível ele e o pai serem tão parecidos??!

Não se deve subestimar o poder da socialização!

Qual foi, afinal, "a lição de Salazar"?

Reprodução e controle social: as lições de Salazar

Basta pouco, poucochinho para alegrar um português!

sexta-feira, 16 de Maio de 2014

Classes abertas?

casamento do filho de Durão Barroso

«As elites sociais em Portugal são fechadas, ou seja, não gostam de se misturar com as outras classes socais, casam-se entre si?

A vida social moderna leva os indivíduos a procurar a diferenciação, isto é, procura-se obter para si uma posição (estatuto) de privilégio, e quanto mais seletiva e difícil de alcançar for essa posição, tanto maior é o seu valor simbólico. Isto acontece sobretudo nas classes média e alta (…). Mas há hoje um fator decisivo que de certo modo contribui para abrir o relacionamento e a proximidade entre diferentes classes sociais: refiro-me ao capital educacional. O título académico que se consegue alcançar tornou-se um fator aparentemente nivelador porque permite que pessoas de diferentes origens sociais partilhem interesses intelectuais comuns, frequentem as mesmas universidades ou os mesmos programas de doutoramento e isso facilita a mobilidade social, nomeadamente através de casamentos interclassistas. O fator credenciais escolares e "títulos" académicos (diplomas) contribuiu para abrir as fronteiras de classe. Porém, elas não se abriram totalmente, desde logo, porque o próprio acesso aos títulos académicos mais elevados obedece também a uma lógica seletiva e, portanto, é condicionado pela classe de nascença (especialmente pelo volume de recursos económicos e educacionais dos próprios pais). Diria, portanto, que a tendência normal será para que as famílias das elites pressionem e criem condições para que os seus filhos se casem entre si, mas na vida moderna de hoje esse tipo de "controlo" tornou-se menos eficaz. Todavia, o próprio facto de as elites se socializarem e conviverem entre si, em espaços restritos e exclusivos, facilita essa reprodução e esse fechamento. E a sociologia já mostrou que quanto mais nos aproximamos do topo mais difícil se torna aceder ao escalão seguinte, isto é, o crivo da seletividade vai-se apertando à medida que subimos cada degrau da hierarquia da estratificação.»

Entrevista ao sociólogo Elísio Estanque: Elites e Desigualdades Sociais em Portugal.

Inconsistência de status

dom duarte nuno de bragança

«Se alguém (algum grupo ou família, por exemplo) possui volumes muito elevados de todos aqueles recursos [a atividade profissional, o nível educacional e o rendimento / propriedade], insere-se em princípio no topo da pirâmide social. Neste caso haveria uma coerência entre os diferentes indicadores de status. Se, pelo contrário, nos referimos a sectores que possuem, por exemplo, elevada riqueza económica mas fracos recursos culturais ou educacionais, pode dizer-se que se encontram numa situação de "inconsistência de status". Os chamados "novos ricos" são um exemplo típico dessa situação, mas pode ocorrer a situação inversa, como aconteceu, por exemplo, com alguns sectores da nobreza empobrecida e decadente, isto é, famílias que mantiveram os seus títulos nobiliárquicos mas com o avanço do capitalismo perderam progressivamente poder económico e influência política.»

Entrevista ao sociólogo Elísio Estanque: Elites e Desigualdades Sociais em Portugal.

Sousa Cintra SCP   sousa cintra inconsistência de status

domingo, 11 de Maio de 2014

Mães e filhos

Heyman Mothers Spread fotografias de mães e filhos

heyman mothers spread mãe e filha

Fotografias de Ken Heyman.

Mais aqui – e todas elas espantosas. Muitas foram tiradas para um livro da autoria de Ken Heyman e da antropóloga Margaret Mead, chamado Família, de 1965.

sexta-feira, 9 de Maio de 2014

Classe social e capital

ricos e pobres

“Classes sociais são categorias sociais cujos membros, em virtude de serem portadores de montantes e tipos de recursos semelhantes, tendem a ter condições de existência semelhantes e a desenvolver afinidades nas suas práticas e representações sociais, ou seja, naquilo que fazem e naquilo que pensam. Falar de estrutura de classes é falar, então, de sistemas duradouros de diferenças, a esses vários níveis, entre indivíduos que ocupam distintos lugares de classe.”

João Ferreira de Almeida (coordenação), Introdução à Sociologia, Universidade Aberta.

Segundo o sociólogo francês Pierre Bourdieu, a “situação de classe depende da posse de diferentes tipos de capital:

- o capital económico, constituído pela propriedade de bens e de rendimentos;

- - o capital cultural, que depende dos níveis de escolaridade, de qualificação profissional e de cultura;

- o capital social, constituído pelas relações sociais e pela influência no meio social;

- o capital simbólico, que integra o prestígio social [ligado nomeadamente ao apelido familiar ou a certas profissões].”

Maria João Pais e outros, Sociologia 12º, Texto Editores, 2009, pág. 241.

domingo, 4 de Maio de 2014

Uma palestra e muitas questões

Realizou-se no dia 2 de maio na ESPR uma palestra de Sociologia: os GRANDES DESAFIOS DAS SOCIEDADES CONTEMPORÂNEAS. Os oradores foram o Prof. Doutor José de São José (Diretor de Curso na licenciatura em Sociologia da UALG) e o Dr. João Eduardo R. Martins (Subdiretor do mesmo curso). Assistiram os alunos do 12º C, do 11º D e do 11º E.

Os oradores, além de explicaram o que é e o que estuda a Sociologia, mostraram como esta pode contribuir para compreender e até ajudar a resolver diversos problemas das sociedades atuais, como por exemplo o envelhecimento da população e a exclusão social. Mostraram também como é vasto o leque de saídas profissionais do Curso de Sociologia e defenderam o valor educativo e cívico da formação proporcionada pela Sociologia e pelas Humanidades em geral. Depois, os alunos, e até os professores que os tinham acompanhado, fizeram imensas e pertinentes perguntas, tendo-se gerado entre eles e os oradores interessantes diálogos.

Agradeço aos oradores e aos alunos a sua disponibilidade e envolvimento.

Esta palestra é a primeira atividade da colaboração aqui anunciada e, em princípio, realizar-se-ão outras.

Prof José de São José Dr João Martins

O que é a sociologia a sociologia contribui para o desenvolvimento societal

alguns grandes desafios societais a globalização e os grandes desafios societais

João Martins e José de São José

As fotografias foram tiradas por diversos alunos do 12º C, a quem agradeço.

terça-feira, 22 de Abril de 2014

Estatuto e papel social

menino-estudando-materia professora de matemática e aluno

O estatuto social é a posição que um indivíduo ocupa na sociedade ou num grupo social específico, à qual estão associados diversos direitos. Ou seja: pelo facto de ocupar essa posição, o indivíduo pode legitimamente esperar certos comportamentos por parte das outras pessoas.

Há estatutos muito bem definidos e socialmente regulamentados, como por exemplo os estatutos profissionais. Mas há também estatutos mais vagos e menos determinados socialmente, como por exemplo o estatuto de pessoa de meia-idade ou de amigo. Por isso, a lista de comportamentos que é razoável um professor esperar das outras pessoas é bastante mais objetiva e consensual que a lista equivalente de um amigo.

Costuma distinguir-se entre estatutos atribuídos e estatutos adquiridos. Os primeiros não são controlados pelo indivíduo, pois nasceram com o indivíduo ou foram-lhe socialmente imputados desde muito cedo (por exemplo, o género e a etnia). Os segundos resultam de realizações do indivíduo (por exemplo, títulos académicos e a profissão).

Fala-se de estatuto social num outro sentido, diferente embora relacionado com o anterior.

“O termo ‘estatuto’ é também usado para indicar o prestígio atribuído a cada posição na estratificação social e remete para a ideia de hierarquia e de desigualdade social.” [Lucia DeMartis, Compêndio de Sociologia]

Dito por outras palavras: “Status / estatuto: como foi formulado por Max Weber, corresponde à distribuição da honra numa sociedade, ou seja, refere-se ao nível de prestígio ou de reconhecimento social de que gozam determinadas categorias (ou indivíduos em concreto).” [Elísio Estanque, A Classe Média: Ascensão e Declínio]

Relacionando esses dois sentidos da palavra, pode-se dizer que alguns estatutos (ou posições) têm mais estatuto (prestígio, honra) que outros.

Um papel social é aquilo que se espera de alguém que tem um certo estatuto social. É o conjunto de deveres ou funções que a pessoa tem por ter esse estatuto. Por exemplo: espera-se que um professor explique as matérias, que avalie os alunos, etc.

O que compete a um certo papel social pode estar formalmente definido num regulamento ou estabelecido de modo informal nas tradições de uma sociedade.

Cada pessoa pode ter vários estatutos sociais (posições) e pode, portanto, desempenhar vários papéis. Uma mesma pessoa pode ser mulher, mãe, esposa, filha, amiga, professora, sindicalista, etc. Quando a diversidade de papéis diz respeito aos vários papéis que uma mesma pessoa desempenha costuma designar-se multiplicidade de papéis.

Quando a diversidade de papéis diz respeito a papéis relacionados entre si, mas desempenhados por pessoas diferentes, costuma designar-se conjunto de papéis. Por exemplo: avô, avó, pai, mãe, filho.

Num conjunto de papéis podem existir conflitos. Por exemplo: os desentendimentos entre pais e filhos relativamente à duração do estudo e às horas para regressar a casa.

Numa multiplicidade de papéis também podem existir conflitos: por vezes os diferentes papéis envolvem exigências difíceis de compatibilizar umas com as outras. Por exemplo: o papel de professor pode ser difícil de compatibilizar com o papel de pai, se a pessoa em causa não tiver condições de trabalho.

Podem também ocorrer conflitos entre as diferentes exigências de um mesmo papel. Nesse caso, é um conflito intrapapel. Por exemplo: em certas circunstâncias um professor pode hesitar entre penalizar um erro do aluno ou valorizar o facto de ele ter tentado responder.

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Bibliografia:

António Pombo e outros, Sociologia em Ação – 12º ano, Porto Editora, 2009.

Elísio Estanque, A Classe Média: Ascensão e Declínio, Fundação Francisco Manuel dos Santos, 2012, pág. 114.

Lucia DeMartis, Compêndio de Sociologia, Edições 70, Lisboa, 2006, pp. 114-115.

Peter Worsley, Introdução à Sociologia, 5ª edição, Publicações Dom Quixote, Lisboa, 1983, pp. 287-291.

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Outros posts sobre este tema:

O mundo inteiro é um palco

Exemplos de multiplicidade e conjunto de papéis

Ficha de trabalho: estatuto e papel social

domingo, 20 de Abril de 2014

Conferência de Sociologia

envelhecimento da população

No dia 2 de Maio realizar-se-á na ESPR uma conferência de Sociologia, às 09:30 h, no Auditório.

Tema: GRANDES DESAFIOS DAS SOCIEDADES CONTEMPORÂNEAS.

Resumo: “Esclarecer o que é a Sociologia e qual o seu papel face a alguns dos desafios do séc. XXI, tais como as alterações climáticas, o envelhecimento da população, a globalização, etc.”

Autor: Prof. Doutor José de São José, Diretor de Curso na licenciatura em Sociologia da UALG.

Destinatários: as turmas de Humanidades do 11º e 12º anos.

Esta conferência concretiza uma ideia aqui anunciada há meses.

sexta-feira, 18 de Abril de 2014

Este é o lugar

Este é o lugar | This must be the place

Fotografias de Pieter Hugo na Fundação Calouste Gulbenkian em Lisboa, até 1 de junho de 2014.

pieter-hugo-self-portrait Pieter Hugo

hugoself Pieter Hugo

Imagens: dois autorretratos de Pieter Hugo, duas das dezenas de fotografias que fazem parte da exposição.

sábado, 12 de Abril de 2014

Imagem sociológica

crianças

Proposta de trabalho.

A ideia é os alunos criarem uma imagem (fotografia, desenho, etc.) capaz de ilustrar um tema sociológico e escreverem uma pequena legenda explicativa.

Não se trata de um trabalho difícil, mas, como requer competências que não são sociológicas, não é obrigatório, mas sim opcional. Contudo, é de salientar que a imagem tem de ser criada pelos alunos (e não apenas encontrada) e que a legenda deve ser clara e bem escrita.

A classificação será ponderada no âmbito dos “Mini testes e outros trabalhos” (20%), caso melhore – como é provável Sorriso - a média dos alunos.

O trabalho será exposto na escola no Dia do Pinhas (29 de Abril), quando recebermos na escola alunos do 1º Ciclo, do 9º e do 8º ano.

Fotografia: Chris Steele-Perkins.

sexta-feira, 11 de Abril de 2014

Mal resolvido

Keystone 1960

Há muito, muito tempo, num país longínquo, dois monges puseram-se destemidamente a caminho de um mosteiro distante. Estava um belo dia de vento e chuva. Iam a pé, avançando lentamente por uma estrada de terra batida muito enlameada e cheia de poças de água.

A certa altura, viram uma mulher que queria atravessar a estrada mas que hesitava, pois percebia que ia sujar o seu bonito vestido comprido na lama. Um dos monges, o mais velho dos dois (tinha quarenta e tal anos, enquanto o outro andava pelos vinte e poucos), aproximou-se da mulher e, depois de a saudar com uma curta vénia e lhe pedir licença, ergueu-a no ar com gestos cuidadosos e respeitosos (evitou que o seu corpo tocasse no dela), e colocou-a do outro lado da estrada. Fez outra vénia, um pouco mais rasgada que a primeira, e assim que ela terminou as palavras de agradecimento retomou a caminhada, seguido de perto pelo outro monge.

Até ao momento em que encontraram a mulher, o monge mais novo tinha-se mostrado alegre e espirituoso, falando pelos cotovelos, mas agora ia calado e respondia com secos monossílabos às questões do companheiro. O seu ar era tão carrancudo que o silêncio se tornou mais sombrio e pesado que o céu, apesar deste ameaçar com uma tempestade. Horas depois, já mergulhados na escuridão da noite e quando o cansaço ameaçava transformar-se em dor, chegaram ao mosteiro. Rezaram e depois lavaram-se e comeram. O monge mais novo manteve sempre o seu silêncio irritado e ostensivo. Quando o seu companheiro já se preparava, com a tigela e a colher na mão, para se levantar é que, sem fitá-lo com o olhar pregado no chão, finalmente falou:

- Fizeste mal em pegar naquela mulher ao colo. Porventura esqueceste que fizemos um voto de castidade?

O monge mais velho sentou outra vez o corpo meio erguido, pousou devagar a tigela e a colher na madeira velha da mesa e fitou o outro monge com um imperceptível sorriso nos lábios. Observou-lhe primeiro as mãos, morenas e grandes mas sem marcas de trabalho, e depois olhou para dentro dos seus olhos, que logo fugiram para o lado e depois para o chão. Se os monges daquele distante mosteiro não se tivessem já recolhido teriam encontrado doçura e não dureza ou amargura na voz do monge mais velho:

- Eu deixei a mulher na estrada, há horas atrás. Tu ainda a trazes contigo.

Fotografia: Keystone, 1960. Encontrada no facebook do grande fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado.

História: Lida não sei onde e recontada de memória.

terça-feira, 1 de Abril de 2014

Desigualdade

Alves Redol, Gaibéus

 Alves Redol    Alves Redol Gaibéus

As classes sociais: exemplos

Maria do Carmo Espírito Santo Silva

Maria do Carmo Espírito Santo Silva (considerada em 2013 a 10ª pessoa mais rica em Portugal).

João Lobo Antunes

O neurocirurgião, professor universitário e ensaísta João Lobo Antunes.

professora do ensino secundário

Professora do Ensino Secundário.

operário numa fábrica de automóveis

Operário numa fábrica de automóveis.

varredor de rua

Funcionário da limpeza.

sem abrigo

Sem-abrigo.

classe baixa