quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

O Sapo e o Estranho





Imagine que conta “O Sapo e o Estranho” a crianças de 4 ou 5 anos num infantário e que ao analisar a história com elas pretende explicar - de modo simples e adequado à idade - o que são direitos humanos e identificar os direitos humanos relacionados com a história.

Construa um guião orientador da atividade.

Este trabalho é para realizar em grupos de três, depois de ouvir o professor contar a história e de ver o vídeo. 




domingo, 22 de novembro de 2015

Os Filhos do Vento

pintura mulher cigana ao pé da fogueira

Vamos começar o nosso estudo acerca das migrações com o povo cigano.

Os ciganos há séculos atrás realizaram grandes migrações. Alguns ainda são nómadas (há anos atrás a maioria era). Daí que já tenham sido chamados os Filhos do Vento.

Pesquise na Internet, em livros e revistas de modo a conseguir responder a estas questões. O trabalho deve ser feito em grupos de três e apresentado oralmente. Cada grupo deve elaborar um PowerPoint com informações escritas e imagens. Deve também incluir a bibliografia ou webgrafia. Quando estiver pronto deve ser enviado por email para o professor.

1. De onde são originários os ciganos?

2. Porque saíram os ciganos dessa região?

3. Quando e como chegaram os ciganos à Europa?

4. Como foram os ciganos recebidos na Europa?

5. Quando e como chegaram os ciganos à América do Sul?

6. Em que países da Europa existem mais ciganos na atualidade?

7. Aproximadamente quantos ciganos existem em Portugal na atualidade?

8. Aproximadamente quantos ciganos existem no mundo na atualidade?

9. A que atividades se dedicam geralmente os ciganos na Europa?

10. Dê seis exemplos de crenças e costumes ciganos.

11. Dê dois exemplos de figuras públicas (desportistas, artistas, etc.) de origem cigana.

12. Como é a integração dos ciganos nas sociedades em que vivem? Porquê?

Nestes vídeos pode encontrar algumas das informações necessárias.

 

domingo, 15 de novembro de 2015

Matriz do teste de Sociologia

os-pobres-e-a-pobreza

Duração: 90 minutos

Objetivos:

1. Explicar o que é a pobreza.

2. Indicar algumas causas da pobreza.

3. Distinguir pobreza absoluta e pobreza relativa.

4. Dar exemplos de pobreza absoluta e relativa.

5. Explicar o que é o Limiar de Pobreza.

6. Explicar o que é a desnutrição e relacioná-la com a pobreza.

7. Explicar o que é a desigualdade de género.

8. Mostrar como o vestuário pode expressar desigualdade de género.

9. Explicar o que é a excisão.

10. Explicar algumas causas da excisão.

11. Indicar algumas consequências da excisão.

12. Mostrar como a excisão expressa desigualdade de género.

13. Explicar o que é a poligamia e distinguir poliginia e poliandria.

14. Mostrar como a poliginia e a poliandria podem expressar desigualdade de género.

15. Descrever as desigualdades salariais entre homens e mulheres.

16. Descrever as desigualdades entre homens e mulheres no que diz respeito ao trabalho doméstico.

17. Descrever as desigualdades de oportunidades profissionais e sociais entre homens e mulheres.

18. Explicar que formas pode assumir a violência doméstica.

19. Explicar quais podem ser as vítimas da violência doméstica.

20. Descrever sinais indicadores de violência doméstica.

21. Opinar de modo justificado sobre a desigualdade de género.

Natureza das questões:

Escolha múltipla, várias questões de resposta curta e uma questão de resposta extensa.

Para estudar:

Apontamentos.

No blogue Caderno de Sociologia:

Textos:

O que é a pobreza?

Como medir a pobreza?

Desnutrição

A excisão ou mutilação genital feminina

Poligamia e desigualdade

Desigualdade salarial e de oportunidades

Violência doméstica

Estudos sobre violência de género

Imagens e vídeos:

Pobreza

Your daddy's rich and your mamma's good lookin'

Vida de Sobras

Pobreza relativa

Uma história infantil acerca da pobreza

A fome é um bicho que dói

Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza

A Flor do Deserto

Reportagens sobre a excisão

Poligamia e desigualdade

Desigualdade salarial e de oportunidades

Oferta de emprego: má sorte ser mulher!

Estudos sobre violência de género

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Estudo sobre violência de género

Segundo um estudo europeu efetuado em 2012:

Uma em três mulheres vítima de episódio de abuso na UE

Uma em cada quatro mulheres já foi vítima de violência em Portugal

Uma em cada três mulheres é vítima de violência da UE

24% das portuguesas foram vítimas de violência

Por outro lado:

Mais homens pedem ajuda, mas vergonha impede queixa por violência doméstica

Fonte do vídeo: SIC.

Violência doméstica

violência doméstica oculta

violência doméstica oculta quem vê caras não vê corações

A violência doméstica, por vezes chamada intrafamiliar, pode incidir em:

Crianças.
Adolescentes.
Mulheres.
Idosos.
Homens.

E pode assumir várias formas:

Negligência.
Maus-tratos físicos.
Maus-tratos psicológicos/emocionais.
Abuso sexual.

A lista, contudo, não é exaustiva: o abandono e a imposição de trabalhos inadequados (nomeadamente no caso de crianças e idosos) também lá poderiam figurar.

Conceito e sinais indicadores de violência doméstica, segundo a APAV.

Conceito e sinais indicadores de violência doméstica, segundo o ACIDI.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Oferta de emprego: má sorte ser mulher!

“Oferta de emprego” é um pequeno filme acerca da desigualdade entre homens e mulheres no mundo do trabalho e da discriminação de que as mulheres ainda são alvo. Foi produzido pela CITE – Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego e pode ser encontrado aqui.

Desigualdade salarial e de oportunidades

Vimos diversas situações de desigualdade existentes no mundo em que as mulheres têm menos direitos e menos poder que os homens: os hábitos de vestuário dos países muçulmanos, a poligamia e a excisão.

Outra área em que existe desigualdade de género é nos salários: pelo mundo fora as mulheres geralmente ganham menos que os homens, mesmo quando fazem trabalhos semelhantes.

Segundo um estudo recentemente feito pela ONU, em média as mulheres ainda têm salários 24% inferiores aos dos homens. Trata-se do relatório Progresso das Mulheres no Mundo 2015-2016: Transformar as economias para realizar os direitos.

Mas e em Portugal?

As leis portuguesas atuais conferem direitos iguais a homens e mulheres. Mas isso será suficiente para haver igualdade de género?

Muitos estudos, e até a simples observação quotidiana, mostram que não.

Atualmente, em Portugal as mulheres ganham em média menos 13% que os homens, tendo a situação piorado com a crise: Portugal é o país da UE onde a desigualdade salarial entre homens e mulheres mais aumentou com a crise.

Contudo, a desigualdade entre homens e mulheres não reside apenas nos salários. Vejamos porquê.

“A igualdade entre homens e mulheres parece ser algo que ainda está em construção. Basta olhar para alguns números oficiais para perceber que nesta área há trabalho para fazer, por exemplo, no trabalho doméstico: as mulheres continuam a ser as principais sacrificadas. Os homens portugueses, gastam, em média, 96 minutos por dia a cozinhar, limpar ou a cuidar enquanto as mulheres gastam 328 minutos, ou seja, as mulheres trabalham em casa quase quatro vezes mais que os homens. E estes números são da OCDE.”  (Fonte: SIC)

Reportagem televisiva a propósito do início de uma Campanha Nacional de Igualdade de Géneros transmitida em Outubro de 2013 na SIC: AQUI.

Outra reportagem: Paulo partilha todas as tarefas domésticas e pediu a licença de parentalidade para ficar com a filha.

Poligamia e desigualdade

Nas relações poligâmicas as mulheres têm geralmente menos direitos que os homens. 

Poligamia:

O matrimónio é poligâmico quando uma pessoa é casada ao mesmo tempo com duas ou mais pessoas do outro sexo.

O casamento poligâmico denomina-se poliginia, se é o homem a ter mais de uma mulher; se, pelo contrário, for a mulher que tem mais de um marido, chama-se poliandria.

Vídeos:

Your daddy's rich and your mamma's good lookin'

Summertime,
And the livin' is easy
Fish are jumpin'
And the cotton is high

Your daddy's rich
And your mamma's good lookin'
So hush little baby
Don't you cry

One of these mornings
You're going to rise up singing
Then you'll spread your wings
And you'll take to the sky

But till that morning
There's a'nothing can harm you
With daddy and mamma standing by

Summertime,
And the livin' is easy
Fish are jumpin'
And the cotton is high

Your daddy's rich
And your mamma's good lookin'
So hush little baby
Don't you cry

Summertime, de George Gershwin – cantada por Ella Fitzgerald and Louis Armstrong.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Reportagens sobre a excisão

A Flor do Deserto

 

WD e a atriz

Liya Kebede, a atriz que fez de Waris Dirie no filme, e a própria Waris Dirie.

A excisão ou mutilação genital feminina

Excisão ou MGF

“A Mutilação Genital Feminina consiste na remoção parcial ou total da genitália externa da mulher. Esta prática ainda está presente em diversas culturas e geralmente é realizada quando as vítimas são ainda crianças, por vontade da família e do grupo social onde vivem ou de onde são originários (no caso das famílias imigrantes).

A mutilação pode ser realizada de diversas maneiras, como o corte apenas do clítoris e o corte completo dos lábios vaginais com a costura quase completa da cavidade vaginal, deixando apenas um espaço mínimo para a passagem da urina e do fluxo menstrual.

São diversas as razões que motivam a persistência da mutilação genital. Dentre elas, podem ser destacadas razões sociais, estéticas (o órgão genital é considerado feio e impuro antes da mutilação), religiosas, sexuais (limita o desenvolvimento saudável da sexualidade da mulher) e económicas (as pessoas que executam este ritual auferem rendimentos que garantem o seu sustento).

Em regra a prática da mutilação feminina ocorre durante festividades culturais e não leva em conta cuidados de higiene, sendo efetivada com lâminas ou outros instrumentos não esterilizados. Por este motivo e tendo conta a região sensível do corpo da mulher que é afetada, é comum que a prática da mutilação cause às vítimas dor excessiva, sangramento, infeções nos órgãos reprodutores internos e externos e também no sistema urinário, dificuldades na eliminação da urina, fezes e fluxo menstrual, complicações nos partos, dificuldades e dor nas relações sexuais, para além de consequências psicológicas (depressão, medo de ter relações sexuais e de ter filhos, dentre outras).

Em Portugal a mutilação genital feminina é crime, enquadrando-se nas ofensas à integridade física grave (conforme artigo 144º do Código Penal), cuja pena aplicável é de prisão de dois a dez anos.” 1

“Porque se faz a MGF?

Muitas vezes são os pais que pagam ou iniciam a “prática”, para que as filhas possam casar com homens que não aceitariam mulheres não circuncisadas. Algumas culturas acreditam que os órgãos femininos são impuros e têm de ser purificados, e por isso erradicados. Esta prática permite que somente os homens possam desfrutar o prazer sexual. Também se pensa que a MGF melhora a fertilidade e desencoraja a promiscuidade sexual. No entanto, esta prática leva à frigidez das suas vítimas e os seus maridos evitam o relacionamento sexual com as suas esposas, procurando relacionamentos extraconjugais.

Manifestarem-se contra esta mutilação é extremamente difícil pois podem ser acusadas de se oporem às tradições ancestrais e aos valores familiares, tribais e religiosos, sendo mesmo acusadas de rejeitar o seu próprio povo e sua identidade cultural. (…)

Os costumes e as tradições são, por conseguinte, as razões mais citadas para a MGF. O defunto Presidente do Quénia, Jomo Kenyatta, disse “a abolição...destruirá o sistema tribal”. Por estas razões, uma rapariga não é considerada uma adulta numa sociedade que pratica MGF, se não se tiver sido submetida à mutilação. (…)

MGF é considerado muitas vezes necessário para que uma rapariga seja considerada uma mulher completa. Acredita-se que a remoção do clitóris e os lábios vaginais eleva a feminilidade da rapariga, sendo sinónimo da docilidade e obediência feminina. É muito possível que o trauma da mutilação tenha este mesmo efeito sobre a personalidade da rapariga, levando-a agir com tal docilidade e obediência. Quando a MGF faz parte de um rito, é muitas vezes acompanhada por uma sessão sobre o papel da mulher na sociedade.

Em que países se pratica a MGF?

A MGF é praticada na maioria dos casos em África, mas também é comum em certos países do Médio Oriente. Também acontece, devido a comunidades imigrantes, em certas regiões da Ásia e do Pacífico, América do Norte, América Latina, e Europa. Mais de 28 países africanos praticam MGF. Vários países da Ásia também praticam MGF: Índia, Indonésia, Sri Lanka e Malásia. No médio oriente, a MGF é praticada nos seguintes países: Egito, Omán, Iémen e Emirados Árabes Unidos. A MGF também é praticada em grupos indígenas na América Central e do Sul, como por exemplo no Perú, mas existe pouca informação acerca deles. Devido à imigração, países onde anteriormente não se praticava MGF, têm agora setores da população a praticá-la, incluindo: Austrália, Canada, Dinamarca, França, Itália, Holanda, Suécia, Reino Unido, EUA, etc.” 2

Estima-se que 140 milhões de mulheres tenham sido submetidas à MGF em todo o mundo e que três milhões de meninas estejam em risco anualmente. Em Portugal, de Março a Julho de 2014 foram registados nove casos.

«“Subitamente, a lâmina afiada pareceu cair entre as minhas coxas e cortou um pedaço de carne do meu corpo. Gritei de dor apesar da mão firme na minha boca, porque a dor não era apenas uma dor, era como um ferro em brasa que percorria o meu corpo todo. Ao fim de alguns momentos, vi uma poça de sangue à volta das minhas ancas. Não sabia o que tinham cortado do meu corpo, nem tentei descobrir. Apenas chorei e gritei pela minha mãe. O choque mais brutal foi quando olhei em volta e a vi em pé, a meu lado.”

É assim que a egípcia Nawal Al Saadawi conta como aos seis anos lhe cortaram o clitóris. O relato está no livro The Hidden Face of Eve (1977), que se tornou uma obra de referência sobre direitos das mulheres no mundo árabe.» 3

image

Mais informações sobre a excisão: aqui.

Fontes:

1 APAV – Mutilação Genital Feminina - http://apav.pt/apav_v2/index.php/en/uavidre/areasintervencaouavidre/mutilacao-genital-feminina

2 Amnistia Internacional – Portugal: Mutilação Genital Feminina - Perguntas Frequentes - http://www.amnistia-internacional.pt/index.php?option=com_content&id=48:mutilacao-genital-feminina-perguntas-frequentes&Itemid=73

3 Alexandra Lucas Coelho, Revista Pública, do jornal Público.

Pobre por fora e rica por dentro

Uma senhora pobre por fora e rica por dentro.

É um vídeo que só pode ser visto no facebook: clique AQUI.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Desnutrição



Desnutrição é um estado patológico causado pela falta de ingestão de nutrientes. A desnutrição pode ter vários graus em termos de gravidade. Existem casos muito graves, cujas consequências podem chegar a ser irreversíveis, mesmo que a pessoa continue com vida.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a desnutrição contribui com mais de um terço das mortes de crianças no mundo, apesar de raramente ser considerada a principal causa. Nos anos 70, cerca de 30% das crianças entre 5 e 9 anos estavam com déficit de altura no Brasil, um forte indicador de desnutrição de longa data na infância.
Segundo a organização Médicos Sem Fronteiras, a cada ano entre 3,5 a 5 milhões de crianças com menos de cinco anos morrem de desnutrição nos países subdesenvolvidos.
Falta de acesso a alimentos com alto valor nutritivo é uma causa comum de desnutrição. Hábitos alimentares pobres, tais como amamentação inadequada, ingestão de alimentos pouco nutritivos e a falta de instrução sobre o valor nutricional dos alimentos contribuem para a desnutrição. Em outros casos a causa da desnutrição é a falta de quaisquer alimentos.

Fonte:

Minha Vida: “Desnutrição” - http://www.minhavida.com.br/saude/temas/desnutricao

Wikipédia: “Desnutrição” - https://pt.wikipedia.org/wiki/Desnutri%C3%A7%C3%A3o

sábado, 17 de outubro de 2015

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

A fome é um bicho que dói

fome criança brasileira diz que não comeu nada o dia inteiro

Palavras de um pai sem comida para dar aos filhos: “a fome é bicho que dói”.

Depois de ver o vídeo com a reportagem responda a estas questões:

1. Que causas da miséria e da fome são referidas na reportagem?

2. Na reportagem são referidas mulheres com muitos filhos. Quais são as três famílias mais numerosas?

3. A reportagem foca quatro localidades no estado brasileiro do Maranhão. Quantas crianças em cada dez morrem no Maranhão em consequência da desnutrição?

4. Que consequências da pobreza extrema e da fome são referidas na reportagem?

Uma história infantil acerca da pobreza

O Príncipe Feliz, de Oscar Wilde.

Depois de ouvir o professor contar a história e de ver o vídeo, as alunas deverão recontar a história por escrito.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Pobreza relativa

Quino, Não me grite!, Publicações Dom Quixote, Lisboa, 1992

Quino, Não me grite!, Publicações Dom Quixote, Lisboa, 1992.

Este cartoon de Quino inspira-se numa cena famosa de um filme de Charlie Chaplin: A Quimera do Ouro (The Gold Rush, 1925).

No filme as personagens esfomeadas comem um sapato. Contudo, na vida real a pobreza e a fome também levam as pessoas a comer coisas “estranhas”.

Em regiões pobres do Haiti, pessoas comem tê: biscoitos de terra e sal

Imagens do tê

No Malawi os ratos são um alimento frequente

Como medir a pobreza?

favela na ìndia dirty_river

O Limiar de Pobreza é o nível de rendimento abaixo do qual se considera que uma família se encontra em risco de pobreza. Este valor foi convencionado pela Comissão Europeia como sendo o correspondente a 60% da mediana do rendimento por adulto equivalente de cada país. 1

Dito por outras palavras, esse limiar é o valor abaixo do qual se considera que alguém tem baixos rendimentos face à restante população do país.

O limiar de pobreza é uma maneira de medir a pobreza relativa, pois varia consoante o nível e a distribuição dos rendimentos entre a população de cada país. Por isso, uma pessoa que é considerada pobre num país pode não o ser noutro 2.

Em 2012 em Portugal essa linha de pobreza era de 409 euros mensais por pessoa e atingia quase dois milhões os portugueses (18,7% da população)3.

Ver mais informações na Base de Dados Pordata:

Limiar de risco de pobreza em Portugal

Taxa de risco de pobreza: antes e após transferências sociais

No Brasil o limiar de pobreza são cerca de 70 reais mensais (aproximadamente 299 euros)4. Por isso, pessoas consideradas pobres em Portugal não seriam consideradas pobres no Brasil.

Mas há milhões de pessoas no mundo que vivem com muito menos. O Banco Mundial usa a expressão “pobreza extrema” – semelhante a pobreza absoluta - para falar das pessoas que vivem com menos de 1 dólar dos EUA por dia (aproximadamente 90 cêntimos) 5. Essas pessoas têm, por exemplo, dificuldade em alimentar-se saudavelmente (estima-se que o número de calorias mínimas que um indivíduo necessita para ter uma vida produtiva seja algo em torno de 2000 a 2500 calorias por dia).

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Notas bibliográficas:

1 Observatório das Desigualdades: “Pobreza” - http://observatorio-das-desigualdades.cies.iscte.pt/index.jsp?page=indicators&id=113&lang=pt

2 Pordata: “Glossário” - http://www.pordata.pt/Glossario

3 Jornal Público de 31/03/2014: “Risco de pobreza” - http://www.publico.pt/economia/noticia/risco-de-pobreza-1630349

4 Wikipédia: “Linha de pobreza” - https://pt.wikipedia.org/wiki/Linha_de_pobreza

5 Wikipédia: “Pobreza” - https://pt.wikipedia.org/wiki/Pobreza

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

O que é a pobreza?

 

«O conceito de pobreza pretende traduzir um conjunto de desvantagens sociais que alguns indivíduos detêm, face a uma dada norma, definida em termos de satisfação de determinadas necessidades consideradas básicas (pobreza absoluta), ou relativamente a um padrão social dominante de bem estar (pobreza relativa).»

Organização Internacional do Trabalho

 

Pobreza absoluta

«A pobreza absoluta é a situação em que se encontram os indivíduos que não têm os meios necessários à satisfação das necessidades básicas da vida e, por isso, à própria subsistência. Por isso, a noção de pobreza absoluta é semelhante à noção de miséria.» 1

Segundo uma Declaração das Nações Unidas (proferida na Cimeira Mundial sobre o Desenvolvimento Social, em 1995), a pobreza absoluta é «uma condição caracterizada por uma grave privação das necessidades humanas básicas, como alimentos, água potável, instalações sanitárias, saúde, residência, educação e informação. Isto depende não só do rendimento, mas também do acesso aos serviços».2

«Considera-se que o conceito de pobreza absoluta é universalmente aplicável. Defende-se que os padrões de subsistência humana são mais ou menos os mesmos para pessoas de idade e constituição física equivalentes, independentemente do local onde vivem.»3

 

Pobreza relativa

«Entende-se por pobreza relativa a situação em que vivem os indivíduos que se encontram em situação mais desfavorável que o conjunto da sociedade (…). Este conceito remete-nos para a ideia de desigualdade social.» 4

«A pobreza relativa ocorre quando um indivíduo (ou uma família) tem o mínimo necessário para subsistir, mas não possui os meios necessários para viver de acordo com a área onde está inseridos, nem com pessoas de status social comparável.» 5

 

Que tipos de pobreza mostram as imagens?

pobre_san_francisco comida no lixo família à mesa pobreza fome pobreza

 

Notas bibliográficas:

1 Adaptado a partir de: Adelino Teixeira e Fátima Reis, Sociologia 2 – módulos 5, 6,7, Areal Editores, 2010, pág. 62.

2 Wikipédia: “Pobreza absoluta” - https://pt.wikipedia.org/wiki/Pobreza_absoluta

3 Anthony Giddens, Sociologia, 8ª edição, F. C. Gulbenkian, Lisboa, 2010, pág. 313.

4 Adaptado a partir de: Adelino Teixeira e Fátima Reis, op. cit., pág. 63.

5 Wikipédia: “Pobreza relativa” - https://pt.wikipedia.org/wiki/Pobreza_relativa